

O Vale Sagrado dos Incas é uma das regiões mais fascinantes do Peru, com cenários deslumbrantes a acompanhar a estrada que liga Cusco à montanha sagrada de Machu Picchu. Situado na província de Urubamba, o vale segue o curso do rio Urubamba (Vilcanota) e leva o viajante por várias aldeias e pontos históricos impressionantes.
A região é conhecida pela forte influência inca e por toda uma herança viva que perdura até hoje nos costumes, nas roupas, no artesanato, nas crenças religiosas, na arquitetura e até no idioma quíchua, ainda falado em algumas aldeias mais isoladas. Conhecer este destino é um verdadeiro privilégio.
Se ainda sabes pouco sobre o Vale Sagrado, lê este guia até ao fim e fica a saber tudo o que precisas para montar um roteiro inesquecível.



Ao longo do vale, entre Cusco e Machu Picchu, encontras uma sucessão de sítios arqueológicos muito bem preservados, paisagens andinas de cortar a respiração e experiências únicas.
Começa pela antiga capital inca, Cusco, que oferece muito para ver na Plaza de Armas e arredores, como a Igreja da Companhia de Jesus, a Catedral Basílica, o Museu de Arte Pré-Colombina e o Templo do Sol (Coricancha). Nos arredores ficam sítios notáveis como Sacsayhuamán, Tambomachay, Q'enqo e Puka Pukara.
Por falar em locais históricos, não deixes de visitar Pisac, Moray e Ollantaytambo. Cada uma destas povoações tem o seu próprio conjunto arqueológico, com sectores urbanos, agrícolas e religiosos. Para além da história, o Vale Sagrado é ideal para comprar artesanato de qualidade nos mercados e feiras locais.
Há ainda desportos de aventura, como rafting no rio Urubamba, tirolesa e escalada nas paredes rochosas do vale. Eis uma lista com o que podes fazer no Vale Sagrado dos Incas:
Se ainda não decidiste onde ficar, fica a saber que as principais povoações para dormir são Urubamba, Pisac e Ollantaytambo. Estas três cidades têm mais infraestruturas e uma rede hoteleira variada, que vai desde estadias mais económicas até alojamentos de luxo.
Também podes optar por ficar em Cusco, de onde é fácil contratar excursões diárias às várias atrações. E, para completar a viagem, vale a pena reservar uma noite em Aguas Calientes (Machu Picchu Pueblo), a povoação de acesso a Machu Picchu.

Ficámos alojados na Casa Andina Premium Valle Sagrado Hotel & Villas, em Urubamba: um espaço amplo, confortável e com uma boa variedade de experiências para adultos e crianças. Se preferires outras opções, deixamos aqui algumas recomendações (preços por noite a título indicativo):

Para quem procura um alojamento mais económico, vale a pena conhecer estes hostels. As melhores opções ficam em Pisac, mas também há boas escolhas em Ollantaytambo:



Um dos melhores sítios para comer no Vale Sagrado é Urubamba, com muitos restaurantes e ponto de paragem da maioria das excursões que partem de Cusco para almoço e jantar.
Boas sugestões são os restaurantes El Huacatay e Tunupa, com pratos variados e excelente gastronomia. Já o El Huerto é ideal para um jantar a dois: fica dentro de um hotel de charme, num ambiente intimista e romântico, com serviço impecável.
Se procuras uma experiência exclusiva, com vista panorâmica sobre as montanhas andinas, o restaurante Iskay, em Maras, é a escolha certa. E para quem quer um local mais económico sem perder qualidade, o restaurante El Albergue, em Ollantaytambo, é uma ótima opção.
Resumo dos melhores restaurantes no Vale Sagrado dos Incas:
A melhor altura para visitar o Vale Sagrado é a estação seca, entre abril e outubro, que corresponde à época alta. O tempo mantém-se aberto, com muito sol durante o dia e noites mais frias, o que permite conhecer as várias atrações sem a preocupação de andar com guarda-chuva ou impermeável na mochila.
Fizemos a nossa viagem em dezembro, durante a estação das chuvas (época baixa, de novembro a março). Ainda assim, apesar das chuvas finas e esporádicas que apanhámos de vez em quando, não tivemos grandes problemas para aproveitar o destino.
Vale a pena reservar entre três a cinco dias no Vale Sagrado para aproveitar bem todas as atrações com calma.
São mais de 100 km a percorrer todo o Vale Sagrado, desde Cusco até Machu Picchu. Para chegar à região é necessário apanhar um avião e aterrar no Aeroporto Internacional Alejandro Velasco Astete, em Cusco, ou apanhar um autocarro noturno desde Lima até à capital inca.
Quem viaja para o Peru desembarca normalmente em Lima e, a partir daí, apanha uma ligação para Cusco. A partir da Europa, várias companhias voam até Lima (com escala), entre elas a TAP, a LATAM, a Iberia, a Air France, a KLM, a Qatar Airways e a Swiss. No troço interno até Cusco operam a LATAM, a Star Perú, a Sky Airline e a JetSmart.
Um ponto a ter em conta: o voo de ligação pode sofrer atrasos por causa do mau tempo nas montanhas andinas, já que as nuvens costumam encobrir a pista de Cusco.
Outra alternativa é optar pelos autocarros noturnos que partem de Lima para Cusco, com saídas diárias operadas pela Peru Hop, pela Cruz del Sur e pelo Grupo Palomino.
Já em Cusco, quem quiser seguir de autocarro para as cidades e aldeias do Vale Sagrado pode dirigir-se à estação rodoviária, com partidas de meia em meia hora, em média, para Pisac, Ollantaytambo e Urubamba. Em alternativa, pode contratar uma excursão de autocarro com uma agência, uma das opções mais comuns entre os viajantes, já que garante certas vantagens, como guias profissionais.
Não é muito aconselhável alugar um carro em Cusco ou na região, uma vez que as ruas das cidades e aldeias são estreitas, muitas estradas são de terra batida e o trânsito é complicado. Por isso, é preferível recorrer a uma aplicação de transporte, que funciona normalmente na cidade, ou contratar um táxi.
Também é possível viajar pela região de carrinha, em transporte coletivo ou privado, facilmente encontrado no centro de Cusco.
O trajeto de Cusco até ao Vale Sagrado pode fazer-se de autocarro ou de transfer, começando por Pisac, passando por Urubamba e chegando finalmente a Ollantaytambo, a última cidade do vale acessível de carro ou autocarro. A partir desse ponto, só se chega a Machu Picchu de comboio ou por trilhos a pé.
Há ainda outras cidades ao longo do caminho que podem ser visitadas, consoante o itinerário da excursão ou o teu roteiro de viagem.

O meio de transporte mais comum no Vale Sagrado é a carrinha ou o carro coletivo, que podem ser contratados através de agências de turismo, online ou por indicação do próprio hotel. Também é possível viajar de autocarro entre cidades, embora seja mais demorado e menos confortável.
Por fim, há ainda a hipótese de viajar de comboio desde Cusco (Poroy) até Urubamba, Ollantaytambo e Machu Picchu. As empresas PeruRail e Inca Rail asseguram este serviço com conforto e segurança.
Alguns dos melhores pontos turísticos do Vale Sagrado são o sítio arqueológico e mercado de Pisac, as Salinas de Maras, o sítio arqueológico de Moray, o sítio arqueológico de Ollantaytambo e, claro, Machu Picchu.
A excursão ao lago Piuray, o passeio de moto-quatro, o voo de parapente, o passeio de bicicleta, a excursão à lagoa Humantay e a caminhada até Choquequirao são alguns dos principais passeios no Vale Sagrado.
Entre as melhores opções contam-se a Casa Andina Premium Valle Sagrado, o Hotel Agustos Urubamba e o Tierra Viva Valle Sagrado (todos em Urubamba), o Del Pilar Ollantaytambo e o Pisonay Hotel, em Pisac.
A melhor época para visitar o Vale Sagrado é a estação seca, entre os meses de abril e outubro.
O Vale Sagrado dos Incas fica na província de Urubamba, em Cusco, no Peru, e reúne várias cidades ao longo das margens do rio Urubamba (Vilcanota) até Machu Picchu.
A forma mais prática de circular no Vale Sagrado é contratar um transfer em Cusco para cada passeio, ou recorrer a carrinhas e carros coletivos entre as cidades.
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