

A Torre de Londres é uma das atrações mais fascinantes da capital inglesa e um dos primeiros nomes que vêm à cabeça quando se pensa no Reino Unido, ao lado de ícones como o Big Ben, o Palácio de Buckingham e a London Eye.
O que poucos referem é o passado sombrio desta fortaleza e as funções bem diferentes que teve ao longo dos séculos. Neste artigo ficas a conhecer essas curiosidades e reúnes toda a informação prática de que precisas para a visitar.
A Torre de Londres é um daqueles pontos de interesse que tornam qualquer viagem a Inglaterra mais completa. Vale mesmo a pena incluí-la no roteiro.
Em plena época feudal, em 1066, foi erguida uma fortaleza junto à margem norte do rio Tamisa para servir de residência aos monarcas. Nos séculos seguintes, vários reis ingleses mandaram construir novas torres dentro do recinto.
Entre elas está a White Tower, o núcleo original da Torre de Londres, levantada por ordem de Guilherme I em 1078. Durante cerca de 900 anos, o castelo foi símbolo de poder, violência e abuso por parte da coroa.
Servia como prisão, local de tortura e cenário de inúmeras mortes. Quem fosse aqui aprisionado, por afronta à família real ou por outro crime, raramente voltava a ver a luz do dia.

A Torre de Londres foi também o primeiro jardim zoológico oficial da cidade, criado por volta do século XIII. Chegaram a estar aqui mais de 500 animais, muitos deles oferecidos por reis e líderes de outros países.
Eram exibidos com ostentação e ficaram conhecidos como Royal Beasts. Havia leões, ursos e animais de todo o tipo. Infelizmente, este "zoo" tem também um historial triste, com lutas provocadas entre os animais para entreter o rei e a sua corte.
Por volta de 1800, a torre passou a funcionar como Casa da Moeda e, pouco depois, sofreu obras que apagaram alguns traços marcantes da arquitetura pós-medieval.
Os arquitetos responsáveis quiseram recuperar o aspeto original do conjunto, pelo que muitas das características medievais acabaram por regressar às torres.
Durante a Primeira e a Segunda Guerra Mundial, o local voltou a servir de prisão e foi palco de crueldades, incluindo a tortura e a execução de espiões.
Apesar do passado obscuro, a Torre de Londres é hoje classificada como Património Mundial pela UNESCO.
Já não é residência real, mas sim o local que guarda e expõe uma coleção de valor incalculável, tanto financeiro como histórico: as joias da coroa inglesa. São dezenas de peças cravejadas de diamantes, ouro e das mais finas pedras preciosas. Também podem ver-se armaduras de vários séculos.

A Torre de Londres fica na City of London, com o código postal EC3N 4AB. A forma mais fácil de lá chegar é de metro: a estação Tower Hill fica muito perto e é servida pelas linhas Circle e District.
Restaurada no século XIX, a Torre de Londres exibe inúmeras características medievais. É uma grande fortaleza que rodeia uma vasta área, com várias torres construídas por diferentes monarcas ao longo dos seus reinados.
A melhor forma de a conhecer é através de uma visita guiada. Pode ser em inglês, conduzida pelos próprios guias, ou com áudio-guia traduzido.
Se souberes alguma coisa de inglês, vale a pena tentar acompanhar o guia no idioma original, porque fazem pequenas encenações e interagem com os visitantes em vários momentos do percurso.

Se quiseres ver tudo com calma, reserva um dia inteiro. São tantos os espaços, os detalhes históricos e as particularidades arquitetónicas que é fácil passar aqui cerca de seis horas.
Para te ajudar, deixamos abaixo os pontos que não podes perder durante a visita.
A torre principal e a primeira a ser construída: quatro pisos de pura história.

Reúne armaduras reais usadas por reis e guardiões do passado. Está patente há cerca de 300 anos e inclui armaduras dos séculos XVI e XVII usadas por Henrique VIII, Carlos I, o príncipe Henry Stuart e Jaime II.
Esta é imperdível. As peças estão sobretudo ligadas às cerimónias religiosas de coroação dos monarcas e algumas continuam a ser utilizadas em ocasiões oficiais da coroa britânica.
Leva roupa e calçado confortáveis, porque há muito para andar. Se quiseres, podes concentrar-te apenas em pontos específicos, como as joias da coroa e a White Tower, mas o ideal é ver tudo. É uma visita cansativa e o bilhete não é dos mais baratos, por isso aproveita para explorar todos os cantos e detalhes.
Esta não é das atrações mais baratas de Londres, mas vale cada cêntimo. Os preços rondam os 28 € para adultos, cerca de 12 € para menores de 16 anos e cerca de 24 € para seniores; as crianças com menos de 5 anos entram gratuitamente.
Podes comprar os bilhetes no site oficial da Torre de Londres. Se pretendes visitar muitas atrações, pode compensar um passe turístico da cidade, que dá acesso a vários pontos de interesse, incluindo a Torre de Londres, e permite escolher o número de dias de validade consoante a duração da viagem.

Na primavera e no verão, o local abre mais uma hora e durante mais dias por semana, o que dá mais margem para o encaixar no roteiro. A primavera é uma estação ideal para a visita, com clima ameno e dias bonitos para fotografias e passeios pelos jardins.
Abre de terça a sábado, das 9h às 17h, e aos domingos e segundas das 10h às 17h30. No inverno (de novembro a fevereiro), funciona de terça a sábado das 9h às 16h30. Confirma sempre os horários antes de ir, pois podem sofrer alterações.
Agora que já conheces as informações essenciais e a história do local, ficam ainda algumas curiosidades.

A Torre de Londres fica numa zona repleta de outras atrações clássicas da capital, facilmente acessíveis a pé ou de metro. Logo à chegada tens uma vista privilegiada sobre o rio Tamisa e, a partir daí, é só escolher o que visitar no mesmo dia.
Deixamos abaixo algumas sugestões de roteiro em torno da Torre de Londres.
A Tower Bridge é um dos ex-líbris de Inglaterra e uma visita indispensável no Reino Unido. Fica tão perto da Torre de Londres que dá para chegar a pé, antes ou depois da visita à fortaleza.

O Borough Market é um dos sítios mais saborosos de Londres e outra opção muito próxima da Torre. Vale a pena seguir até lá depois de um dia a explorar a zona, para matar a fome. Encontras fruta deliciosa, petiscos de todos os cantos do mundo e vários restaurantes.
Os barcos do rio Tamisa fazem parte da rede de transportes públicos de Londres, por isso seguir até St. Katharine Docks depois de conhecer a Torre é uma ótima ideia. Pela água, chegas a outras zonas da cidade e aprecias a paisagem pelo caminho.
O City Hall, sede da câmara de Londres, é um edifício redondo, muito moderno e apelativo, situado do outro lado da Tower Bridge em relação à Torre de Londres. Se gostas de arquitetura, aproveita para observar os detalhes de perto.
O Sky Garden é um dos arranha-céus com vista panorâmica sobre toda a Londres. Para subir ao topo há uma taxa, mas também podes optar por um dos restaurantes do edifício e apreciar a vista durante a refeição.
Uma das igrejas anglicanas mais famosas de Londres, foi aqui que o príncipe Carlos se casou com Lady Di. Tem uma cúpula de onde se avista uma bela panorâmica da cidade, mas a entrada é paga.
Fica ainda uma proposta diferente: combinar a Torre de Londres com a London Eye. Ficam relativamente afastadas, mas dá para preencher um dia inteiro. Podes começar com um bom brunch, chegar à Torre de Londres antes do meio-dia e passar lá cerca de cinco horas, se quiseres ver tudo.
Depois, ao fim da tarde, janta num restaurante da zona e segue para a London Eye. As duas atrações distam cerca de 3,5 km, o que corresponde a uns 50 minutos a pé, pelo que é preferível usar transporte. De metro, sais em Tower Hill (Torre de Londres) e apanhas a linha Circle até Westminster (London Eye).
A boa dica é chegar à London Eye antes do pôr do sol, para apreciar o entardecer a partir das cabines da roda gigante.
São muitos os pontos de interesse, como a White Tower, a coleção das joias da coroa, as exposições de armaduras e os famosos corvos do local, entre outros.
Abre de terça a sábado, das 9h às 17h, e aos domingos e segundas das 10h às 17h30. No inverno fecha meia hora mais cedo. Confirma sempre antes de ir.
Sem dúvida. É uma das visitas mais indispensáveis de Londres, sobretudo para quem gosta de história e de boas vistas. Reserva pelo menos uma tarde do roteiro.
A forma mais fácil é de metro, apanhando as linhas Circle e District até à estação Tower Hill.
Com um mínimo de três horas dá para ver os principais espaços, mas é fácil encantar-se e passar horas a explorar. Se tiveres tempo, reserva um dia inteiro.
Alguns dos pontos mais próximos são a Tower Bridge e o Borough Market, mas podes esticar o passeio até à London Eye.
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