

Dubrovnik é uma cidade deslumbrante, situada na costa do Mar Adriático, no sul da Croácia. Com uma zona rodeada por muralhas medievais, conhecida como Cidade Antiga, os edifícios históricos contrastam com um mar de um azul profundo e de tonalidades variadas, criando um dos cenários mais encantadores de toda a Europa.
A paisagem cinematográfica fez da cidade um dos cenários da série Game of Thrones, o que impulsionou ainda mais o turismo na região — que, mesmo antes das gravações, já atraía visitantes de todo o continente e de outros cantos do mundo, interessados em aproveitar o melhor do verão croata.
Ao viajar para Dubrovnik, uma coisa é certa: regressa-se a casa já a planear a próxima visita. Neste guia reunimos as principais sugestões para organizar a viagem.
A Cidade Antiga de Dubrovnik é a grande protagonista do destino, sobretudo com o passeio pelas muralhas, motivo de orgulho para a população local. Ao visitar a Croácia, é imperdível conhecer esta zona histórica de Dubrovnik — e vale a pena aproveitar para apreciar um pôr do sol do alto da muralha.
As muralhas da cidade têm cerca de dois quilómetros de extensão e podem ser percorridas a pé. O percurso completo demora aproximadamente uma hora e meia (sem paragens) e oferece algumas das melhores vistas sobre os telhados alaranjados e sobre o Adriático. O bilhete de entrada custa cerca de 35 € e inclui também o acesso ao Forte de São Lourenço (Lovrijenac).
A Stradun (também chamada Placa) é a artéria principal da Cidade Antiga, uma larga rua pedonal pavimentada em pedra calcária polida pelo tempo, ladeada por cafés, lojas e edifícios barrocos. É o ponto de encontro natural da cidade e o melhor sítio para começar a explorar a pé.
Dubrovnik serviu de cenário para a cidade de Porto Real (King's Landing) na série. Entre os pontos mais reconhecíveis estão o Forte de Lovrijenac (a Fortaleza Vermelha), as escadarias jesuítas de São Inácio (cena da "caminhada da vergonha") e o Forte de São João, junto ao porto antigo. Há diversos passeios temáticos a pé que percorrem estes locais, mas é perfeitamente possível visitá-los por conta própria com um mapa.
O teleférico sobe até ao topo do Monte Srđ, a cerca de 400 metros de altitude, de onde se descortina uma vista panorâmica sobre toda a Cidade Antiga, a ilha de Lokrum e o mar. O bilhete de ida e volta custa cerca de 27 €. É um dos melhores lugares para apreciar o pôr do sol e, no topo, encontra-se também um restaurante e um pequeno museu dedicado à Guerra da Independência.
A poucos minutos de barco do porto antigo, a ilha de Lokrum é uma reserva natural ideal para escapar à azáfama da cidade. Tem bosques, um mosteiro beneditino, um pequeno lago salgado conhecido como "Mar Morto" e zonas de banhos. As travessias de ferry são frequentes durante a época alta e o bilhete inclui geralmente a taxa de entrada na reserva.
Além disto, vale a pena visitar o Palácio do Reitor, a Catedral da Assunção e os antigos mosteiros franciscano e dominicano, com os seus claustros e a célebre farmácia em funcionamento desde o século XIV.
O melhor sítio para ficar alojado em Dubrovnik é dentro da zona muralhada, na Cidade Antiga, ficando a poucos passos das atrações mais interessantes do destino. Contudo, os hotéis desta área costumam ter preços mais elevados do que os situados no exterior das muralhas.
Se a prioridade for poupar, vale a pena procurar alojamento fora da zona medieval, mas próximo, para não perder tempo de viagem em deslocações. É possível encontrar boas opções com valores muito razoáveis, como o Guest House Vulić ou os Apartments Husanovic.
Os bairros de Ploče (a este da Cidade Antiga) e Lapad são alternativas populares: Ploče é mais tranquilo e tem hotéis com vista para o mar, enquanto Lapad oferece praias e preços mais acessíveis, ficando a uma curta viagem de autocarro do centro histórico.


O Aeroporto de Dubrovnik (Čilipi) fica a cerca de 20 km da cidade. A ligação ao centro pode fazer-se de autocarro (cerca de 10 € por trajeto) ou de táxi (entre 35 € e 45 €). Há também ligações de barco a partir de outras cidades da costa croata e de Itália durante a época alta.
Dentro da Cidade Antiga circula-se exclusivamente a pé — não há trânsito automóvel no interior das muralhas. Para chegar a praias, ao teleférico ou aos bairros vizinhos, a rede de autocarros urbanos é eficiente e económica (o bilhete simples custa cerca de 2 €). Alugar carro só compensa para explorar a região envolvente, já que estacionar junto ao centro histórico é caro e difícil.

A melhor altura para visitar Dubrovnik é durante a primavera (de maio a junho) e o início do outono (setembro e outubro). Nestes meses o tempo está agradável e quente, o mar mantém-se convidativo para banhos e há menos multidões do que no auge do verão.
Julho e agosto são os meses mais quentes e movimentados, com a cidade bastante cheia, sobretudo quando atracam navios de cruzeiro. Quem preferir evitar o calor intenso e as multidões deve dar preferência às épocas intermédias. O inverno é ameno mas tranquilo, com muitos restaurantes e serviços a funcionar em horário reduzido.

A Croácia adota o euro desde 2023, pelo que não é necessário trocar dinheiro para uma moeda local distinta. Os cartões são amplamente aceites, mas convém ter algum dinheiro em numerário para pequenas despesas.
Para visitar as muralhas, recomenda-se ir logo à abertura, ao início da manhã, ou ao fim da tarde, evitando o calor e as horas de maior afluência. Leva calçado confortável, água e proteção solar, pois há pouca sombra ao longo do percurso. A Croácia integra o espaço Schengen, por isso os cidadãos da União Europeia não necessitam de qualquer formalidade adicional na entrada.
A primavera (maio e junho) e o início do outono (setembro e outubro) são as melhores alturas. O clima é ameno, o mar está agradável e há menos multidões do que em julho e agosto, os meses mais quentes e movimentados.
Dois a três dias chegam para conhecer bem a Cidade Antiga, percorrer as muralhas, subir ao teleférico e fazer uma escapadela à ilha de Lokrum. Com mais tempo, é possível incluir excursões a destinos próximos, como a cidade de Cavtat ou a região de Konavle.
A Cidade Antiga é totalmente pedonal e percorre-se sempre a pé, já que não circulam automóveis no interior das muralhas. Convém usar calçado confortável, pois há muitas ruas em pedra e escadarias.
Sem dúvida. É a experiência imperdível de Dubrovnik. O percurso de cerca de dois quilómetros oferece vistas únicas sobre os telhados, o porto e o mar Adriático. Recomenda-se fazê-lo ao início da manhã ou ao fim da tarde, evitando o calor e a maior afluência.
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